Gestão de estoque – O Guia Completo

Gestão de Estoque - O Guia Completo

Quando falamos de gestão de estoque, estamos falando de uma das ferramentas mais importantes para concretizar os maiores objetivos de uma empresa. Ou seja, a satisfação dos clientes e a lucratividade. Afinal, um estoque sob controle implica na prática de bons preços, atendimentos com agilidade e mais qualidades nos produtos ou serviços entregues ao consumidor.

De forma geral, podemos citar seis vantagens de uma boa gestão de estoques. Como:

  • Controle adequado do capital de giro do negócio;
  • Satisfação do cliente e, consequentemente, aumento das vendas;
  • Minimização de desperdícios com perdas ou extravios de mercadorias;
  • Identificação fácil dos produtos que estão sem giro ou que estão com boa saída;
  • Domínio da influência do estoque nos resultados financeiros da empresa;
  • Melhor poder de decisão na hora de fazer compras ou estimular a venda promocional de produtos.

Quer entender melhor como a gestão de estoque impacta o seu negócio? Continue a leitura deste artigo que ao longo do texto apresentaremos os principais tópicos que você precisa saber sobre o tema.

 

Dicas básicas para uma melhor gestão de estoque

Ao contrário do que muita gente ainda acredita, a gestão de estoque vai muito além de controlar o fluxo das mercadorias de uma empresa. Um bom controle influencia diretamente nos resultados, principalmente no que diz respeito às finanças. 

Ou seja, isso quer dizer que uma boa gestão pode contribuir para aumentar a lucratividade da sua empresa. Assim como a falta de controle pode prejudicar a saúde financeira da sua empresa.

Então, antes de apresentar os tipos e métodos de estoque, atente-se a esses 5 dicas:

 

  1. Faça controles rigorosos

Uma das primeiras premissas para controlar bem o seu estoque é manter um controle rigoroso de todas as operações que envolvem a gestão. Isso quer dizer acompanhar e registrar todas as entradas e saídas de mercadoria, todas as movimentações dentro do estoque, bem como as devoluções e trocas.

É muito comum encontrar empresas que possuem processos bem definidos para recebimentos, movimentações e expedições, mas falham na hora de fazer o controle das devoluções e trocas. Isso pode acabar causando os chamados “furos de estoque” e falhas no inventário.

 

  1. Acompanhe indicadores de desempenho

Os indicadores de desempenho fornecem ao gestor uma boa análise a respeito dos processos e seus resultados. Através deles é possível acompanhar o giro das mercadorias, a composição do estoque, o índice de atendimento de pedidos, o índice de rupturas ― pedidos que não são atendidos por falta de mercadorias em estoque ― o índice de perdas e desperdícios, entre outros dados relevantes.

Com essas informações é possível identificar os pontos que necessitam de melhorias, direcionar ações e elaborar um planejamento mais assertivo.

 

  1. Faça inventários periódicos

Os inventários periódicos são feitos em curtos períodos de tempo e abrangem áreas separadas do estoque. Eles não eliminam a necessidade de um inventário geral em médio prazo, mas auxiliam na manutenção da acuracidade e na identificação de falhas em menor tempo hábil ― o que ajuda a garantir a identificação das causas dos problemas.

 

  1. Dê um fim às mercadorias sem giro

Através dos indicadores de desempenho e dos inventários é possível saber quais mercadorias estão obsoletas ou possuem um giro muito baixo. Sabemos que estoque parado representa dinheiro parado ― tanto em termos de mercadorias, quanto de espaço ocupado para armazená-las. Portanto, identifique quais são esses materiais e encontre soluções para tirá-los do estoque. Isso pode ser feito através de promoções ou doações, por exemplo.

 

  1. Integre-se a outras áreas

Como dissemos no início do tópico, o controle de estoque afeta diretamente os resultados de outras áreas. Sendo assim, o ideal é que a gestão de estoques se integre a outros setores, como Comercial e Compras, por exemplo, a fim de aprimorar ainda mais seus resultados. Essa sinergia garante previsões de demanda mais assertivas, melhora na relação com fornecedores, composição de estoque mais próxima da demanda real, entre outras coisas.

 

renovar o estoque

Tipos de estoque

Manter em ordem todas as atividades que envolvem seu varejo não é uma tarefa fácil. Isso exige bom planejamento, uma execução assertiva e um controle rígido. Portanto, é necessário conhecer os tipos de estoque para que se possa estabelecer qual deles é o mais adequado para a sua empresa e, assim, minimizar erros.

Abaixo listamos os 4 tipos de estoque mais populares no varejo, confira:

 

  1. Estoque de ciclo

Geralmente é utilizado por empresas que lidam com diversos produtos distintos, mas sua produção não consegue fabricar todos ao mesmo tempo. Assim, o gestor programa sua produção e seu estoque, a fim de criar um ciclo produtivo que não gera “buracos” no atendimento à demanda.

Para facilitar o entendimento, segue um exemplo: a empresa X comercializa os produtos A, B, C e D. Por hora, ela vende 25 unidades de cada produto, porém, não pode produzi-los ao mesmo tempo. Logo, a empresa fabrica 100 unidades do produto A em 1 hora, pois na hora seguinte, quando estiver fabricando o item B, ainda restarão 75 unidades do produto A, e assim sucessivamente, com um estoque capaz de suprir a demanda por todas as mercadorias vendidas pela empresa.

 

  1. Estoque regulador

Também conhecido como estoque de segurança, esse tipo é responsável por minimizar as incertezas e os riscos relacionados à demanda. Por muitas vezes diretamente ligado a questões sazonais, é um dos tipos de estoque que a empresa mantém para o caso de aumento repentino da demanda. Também é largamente adotado por organizações que possuem diversas filiais, já que isso torna mais fácil suprir as necessidades pontuais de alguma outra unidade.

 

  1. Estoque de canal

Trata-se do estoque em trânsito, quando a mercadoria vai da área de produção até um canal intermediário, que antecede seu armazenamento na loja em que há sua comercialização. Ou seja, é o estoque que está entre o fabricante e o varejista. Está presente nas transportadoras, nos modais e nos centros de distribuição, por exemplo.

 

  1. Estoque de antecipação

Esse tipo de estoque é aquele que a empresa passa a utilizar quando antecipa sua produção para atender alguma alteração na demanda futura, algo já esperado e planejado. Geralmente está ligado a duas situações: sazonalidade, em que uma empresa que produz roupas passa a produzir mais casacos antes do inverno, e situações em que há instabilidade no fornecimento, o que ocorre principalmente no ramo alimentício.

 

 

Métodos para controle de estoque

Existem diversas metodologias para gestão de estoque, o importante é encontrar um meio que você consiga aplicar e faça sentido para o seu negócio. Abaixo você confere uma breve lista com os principais métodos.

 

Custo Médio

Um dos métodos de controle de estoque mais utilizados, e um dos mais indicados, é o Custo Médio. Também conhecido como preço médio ponderado, este sistema é famoso por ser simples de ser calculado.

O custo médio representa o valor a ser contabilizado pela média dos gastos com a aquisição de cada produto.

Realizar esse cálculo é fundamental, uma vez que todo comércio precisa de um planejamento eficaz para manter suas contas em dia. Mas é preciso ficar atento, muitos empreendedores com a prática do dia a dia, acabam realizando todos esses cálculos apenas de cabeça e sem nenhum controle mais elaborado. Como consequência, com o aumento dos preços para aquisição de novos itens, a conta se torna mais complexa e muitas lojas acabam enfrentando problemas por ignorá-los.

Ou seja, desconsiderar um aumento recente, pode gerar um preço mais baixo do que o necessário para manter as contas da empresa em dia. Pode acontecer também, de o produto sofrer um aumento expressivo e ainda ter muitos itens dele no estoque, neste exemplo, se as vendas diminuírem o prejuízo da loja poderá ser ainda maior. 

Por este motivo, é fundamental utilizar o cálculo de custo médio para equilibrar o valor de venda e, consequentemente, o lucro final de seu negócio.

 

PEPS e UEPS

A sigla PEPS significa Primeiro a Entrar, Primeiro a Sair.

A ideia é simples: no momento em que um produto é retirado do estoque, prioriza-se o produto mais antigo. Isso significa que os primeiros itens comprados pela sua empresa são os primeiros itens a serem vendidos para os clientes.

O PEPS é indispensável quando a empresa trabalha com produtos perecíveis, pois tende a fazer com que o item mais antigo seja o primeiro a ser vendido.

Já a sigla de UEPS, de forma intuitiva, pode ser lida como Último a Entrar, Primeiro a Sair. 

A ideia também é simples: o último item comprado é o primeiro a ser vendido. Se a sua empresa trabalha com itens perecíveis, o UEPS não é viável. Nesse cenário, o uso desse método poderia fazer com que a primeira mercadoria comprada, no momento da venda, já estivesse vencida.

O UEPS, no entanto, é um dos métodos de controle de estoque mais eficientes para o planejamento da produção, ao permitir ajustes rápidos nos preços e quantidades a serem fabricadas de acordo com o consumo real.

 

Just in time

O Just In Time um método de gestão de estoque, oriundo do Japão, cuja premissa básica e o posterior desenvolvimento são atribuídos à gigante Toyota. 

Esse sistema de manufatura propõe que a produção seja feita de acordo com a demanda específica de cor, modelo e características, buscando minimizar qualquer atraso. Ele inverte a ordem comum e coordena a produção a partir da demanda, fabricando apenas os produtos necessários, na quantidade necessária e no momento devido.

Mais que uma técnica, o Just In Time pode ser considerado uma verdadeira filosofia de gestão de qualidade, arranjos físicos, administração, organização e até gestão de RH. Sua meta é mesmo melhorar continuamente o processo produtivo por meio da redução de estoques.

 

Estoque mínimo

Segurança e controle são duas palavras indispensáveis para este método de gestão de estoque. Na abordagem do estoque mínimo, é necessário prever a demanda futura para evitar desabastecimento. E isso pode ser feito estabelecendo momentos de compra, os chamados pontos de pedido.

Podemos usar como exemplo, uma pizzaria na sexta-feira a noite. Diariamente, o consumo no estabelecimento é de 50kg de queijo. Na sexta-feira, a demanda de queijo é dobrada, e fica em 100kg. 

A determinação do ponto de pedido será feita de acordo com a capacidade de entrega do fornecedor de queijo e a velocidade do consumo do estoque pela empresa, pois podem ocorrer feriados e eventos que alterem a demanda padrão em algum dia. Em geral, isso ocorre no máximo mais um dia na semana, o que significam 2 dias de pico na demanda.

Caso o fornecedor leve 1 semana, ou 7 dias corridos, para entregar o pedido, é necessário manter um estoque de mínimo para este período. Para ter uma margem de segurança, considere que, nos 7 dias, 2 serão de pico e 5 com demanda padrão.

 

 

Qual o nível de estoque ideal?

É preciso saber que estoque em excesso não é bom para os negócios, porque significa que aquele produto não está tendo liquidez e você está perdendo dinheiro. Ao mesmo tempo, falta de estoque também é um problema, pois faz com que você perca vendas e, consequentemente, dinheiro.

Uma das melhores metodologias para realizar a gestão de estoque é através da classificação ABC. Utilizando este método é possível saber a demanda por cada item do estoque e a periodicidade da sua saída, por exemplo.

 

O que é curva ABC?

A curva ABC serve para ajudar a classificação dos grupos de produtos estocados conforme sua importância. As letras A, B e C servem como norte de classificação para o dono ou o gestor do negócio, como você pode ver a seguir:

 

A: são os itens de maior prioridade, que precisam de maior atenção pelo seu valor. É estimado que 20% dos itens correspondam a 80% do valor do estoque.

B: são itens que necessitam de cuidados intermediários, mas ainda assim são valiosos. A estimativa é de que representam 15% do valor distribuídos em 30% dos itens.

C: itens considerados de baixa prioridade, pois seu impacto econômico na empresa é menor. Os itens dessa classificação condizem, em média, a 5% do valor distribuídos em 50% da mercadoria.

 

Como calcular curva ABC?

Agora que os conceitos básicos estão explicados, vamos aos passos para fazer o cálculo da curva ABC com o objetivo de melhorar a gestão do estoque. 

 

Listagem dos itens

Essa é a etapa inicial na qual você deve identificar todos os produtos que estão em estoque, determinando qual é o preço por unidade, a quantidade, o valor total e a sua descrição.

 

Reorganização de valor total

Em seguida, é preciso organizar os itens de modo que seja formada uma lista dos maiores valores para os menores. Imagine que há:

 

10 itens X com valor unitário de R$ 150,00

20 itens Y com valor de R$ 100,00

70 itens Z com valor de R$ 20,00

30 itens W com valor de R$ 40,00 

5 itens V com valor R$ 200,00

 

A organização ficará assim:

Y = R$2000,00

X = R$1500,00

Z = R$1400,00

W = R$1200,00

V = R$1000,00

 

Calcule o valor acumulado

O valor acumulado corresponde ao valor de um produto somado aos anteriores. Nesse exemplo, fica assim:

Y: R$ 2000,00

X: R$ 3500,00

Z: R$ 4900,00

W: R$ 6100,00

V: R$ 7100,00

 

Faça as porcentagens

Em seguida, transforme em porcentagem em relação ao valor total. Nesse caso, as porcentagens serão:

Y: 28,1%

X: 49,2%

Z: 69,0%

W: 85,9%

V: 100%

 

Defina as categorias

De acordo com as proporções indicadas pelo método, você deve classificá-los entre A, B ou C. Arredondamentos são permitidos e, nesse exemplo, a classificação ficaria assim:

 

A: produtos Y, X e Z

B: produto W 

C: produto V

 

Naturalmente, em estoques com dezenas e centenas de produtos diferentes a distribuição se aproxima mais dos valores 80/15/5.

 

As vantagens de calcular a curva ABC

Ao calcular a curva ABC, a gestão tem alguns pontos importantes que são relevantes para o negócio. Dentre os benefícios, estão incluídas questões como:

 

Priorização de itens

Com uma representação que pode ser, inclusive, gráfica, essa curva mostra quais são os itens mais importantes para um negócio. Ao conhecer quais são mais valiosos, os demais gestores e os funcionários podem dar prioridade às categorias consideradas mais cruciais para o negócio.

 

Diminuição de riscos específicos

Ao compreender quais são os itens de maior valor e impacto no estoque, a gestão pode fazer uma análise de riscos mais precisa. Por exemplo: se 80% do valor (correspondente aos itens do tipo a) estão na mão de um único fornecedor, a empresa corre o risco de perder boa parte da sua capacidade de estoque caso algo aconteça.

Com essa curva, a gestão pode diversificar a oferta de fornecedores, tornando menores impactos de possíveis imprevistos.

 

 

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Perdas de estoque

Embora não seja o cenário ideal, perdas de estoque são mais comuns do que você imagina. Independente do porte da empresa, após uma avaliação no inventário é possível encontrar alguns itens faltando. 

É considerada uma perda de estoque: quando o gestor após analisar os resultados do inventário de mercadorias do estoque e confrontá-los com os relatórios gerenciais, perceber que há uma diferença significativa entre o que consta no sistema e quantidade real.

Em micro e pequenos negócios, a prevenção de perdas de estoque é ainda mais importante. Como nesses cenários a loja trabalha com um estoque reduzido, além do prejuízo, elas também amargam o contratempo de não atender adequadamente seus clientes. 

 

Principais causas de perdas no estoque

 

Furtos

Infelizmente, um dos principais motivos para perdas no estoque, são originados de furtos. Essa ação pode ser cometida tanto por uma pessoa da equipe, quanto por terceiros. Nestes casos é importante ficar atento a todos que tenham acesso ao local de armazenagem dos produtos. É comum acontecer furtos quando há vulnerabilidade de segurança e pouco controle de entrada e saída de mercadorias.

 

Avarias

Este é um problema muito comum no transporte e armazenagem dos produtos. Trata-se de quando o item é danificado parcialmente ou integralmente. Muitas vezes a avaria acontece antes mesmo de chegar no estoque da loja, durante o transporte e o manuseio feito pelo fornecedor. Existem também casos onde elas acontecem internamente. Neste cenário a origem do problema pode ser a estrutura do espaço, um exemplo comum é exposição excessiva à luz solar ou a falta dela. Ou pela falta de equipamentos que facilitem a localização e o manuseio de produtos. Entenda as suas necessidades e invista em carrinhos de carga, equipamentos de transporte para paletes ou prateleiras específicas para os seus produtos.

 

Falhas gerenciais

Como já comentamos nos outros tópicos, um bom controle de estoque é essencial. E uma das falhas que podem acarretar em perdas no estoque, diz respeito a gestão dos produtos. Uma falha gerencial pode ocorrer ao registrar errado um novo produto adquirido. Ou quando acontece a venda dele na loja e essa saída não é registrada. Os erros gerenciais estão ligados à falta de processos bem definidos, principalmente quando a loja não possui um bom sistema de controle de estoque. Essas falhas acarretam estoques contábeis com informações não correspondentes e que podem causar sérios prejuízos.

 

Falhas operacionais

Algumas falhas operacionais também geram perdas no seu estoque. Um exemplo comum é venda de uma mercadoria que acabou de chegar na loja, ignorando todo o estoque já existente e perdendo os itens pelo prazo de validade.

 

 

Os erros mais comuns na gestão de estoque

 

Conhecer os erros mais comuns no controle de estoque pode ajudar a evitá-los e a aumentar a eficiência de sua gestão. Confira a nossa lista:

 

Não conhecer a principal regra do controle de estoque da loja

A regra de ouro da gestão de estoque é: dê prioridade para a compra e estocagem de itens que representam maior percentual de faturamento para sua loja e, em seguida, para aqueles que possuem maior procura.

 

Comprar produtos sem muita saída

Um erro bastante comum e associado ao anterior é o proprietário definir um padrão único de quantidade de produtos que devem ficar em seu estoque. Por exemplo, no mínimo, três pares de sapato de cada número e de cada modelo ou cor devem estar sempre disponíveis no estoque da loja. Se considerarmos que, em determinada loja, os sapatos femininos com o número 37 possuem maior procura e os de número 39 quase nunca são vendidos, então, para os de número 37, três pares em estoque seria pouco e os de número 39 poderiam até mesmo gerar prejuízo, pois três pares seria muito e poderiam encalhar.

Logo, defina níveis diferentes para determinar o melhor momento da compra de cada produto em vez de estabelecer níveis padrão para todos os produtos. O uso do histórico de vendas somado ao exercício da curva ABC pode ser muito útil também na definição desses níveis.

 

Não ter inventário de estoque atualizado

Ter um controle de todos os produtos disponíveis no seu estoque é a melhor maneira de descobrir o quanto do capital de giro de sua empresa está comprometido em sua manutenção e quanto está disponível para quitar os compromissos rotineiros de sua loja.

Além disso, a falta de um inventário atualizado pode fazer com que você solicite mais produtos que já estão em quantidade suficiente em seu estoque. Isso é bastante comum de ocorrer quando os fornecedores oferecem promoções ou brindes. Logo, não conhecer o quanto seu estoque compromete de seu capital de giro nem as quantidades de itens são dois erros comuns que um inventário de estoque sempre atualizado poderia eliminar.

 

Não ter controle de estoque da loja automatizado

Usar planilhas ou qualquer tipo de controle manual para a gestão do estoque é o erro mais grave que os lojistas cometem. Isso porque os vendedores, o responsável pela compra, a equipe de marketing e até o pessoal do administrativo da loja deveriam ter esses dados para realizar bem os seus trabalhos.

Por exemplo, os vendedores poderiam informar imediatamente o cliente que um item não está disponível em estoque, sem precisar consultar o almoxarifado; a equipe de marketing poderia pensar em promoções para eliminar produtos encalhados ou com pouca saída, e assim por diante.

 

Queima de estoque

O excesso de peças no inventário, a troca de estação ou meses do ano com baixa em vendas, são ótimas oportunidades para você investir em uma ação para queima de estoque na sua loja.

Para garantir uma máxima eficiência nesta ação, é preciso ficar atento a alguns pontos principais como calendário, público e divulgação. 

 

Fique de olho no calendário

Escolher uma boa data, pode definir o sucesso ou o fracasso da sua ação. 

Durante o ano, muitas datas comemorativas movimentam o setor varejista, como dia das mães, dia dos namorados e natal. Nestas comemorações é muito comum encontrar promoções em diversas lojas e é durante esse período que o público está mais disposto a adquirir novos produtos.

Além destas datas, onde o cliente está buscando novos produtos e promoções. É preciso ficar atento às baixas de mercado. Um exemplo muito comum é no início do ano, logo após as compras de natal. Neste período, chegam as contas de início do ano como IPTU, IPVA e gastos escolares. Uma oportunidade para a sua loja oferecer uma queima de estoque e dar a possibilidade para esse cliente adquirir novos produtos com melhores preços.

 

Crie um plano de vendas

Planejamento é essencial. Um bom plano de vendas prevê mais oportunidades e ajuda a evitar imprevistos durante a sua ação. 

Após observar as datas comemorativas e identificar a possibilidade de uma queima de estoque, é necessário iniciar a organização de toda a ação. Neste momento é importante responder às seguintes perguntas:

  • Quais itens farão parte da ação?
  • Como será a promoção?
  • Qual o tempo de duração da ação?
  • Como será a divulgação?

 

Defina um prazo

Uma queima de estoque de sucesso é uma ação de vendas que deve ter começo, meio e fim bem delimitados. Isso facilita a comunicação para a sua equipe e para o consumidor final. É importante para o time ter alinhado os períodos em que a ação ficará no ar. Desta forma, eles conseguem oferecer melhor os produtos, apresentar mais opções de pagamento e gerar mais vendas. Para o seu cliente, ter conhecimento destas datas, traz a sensação de que a oportunidade é única e não pode ser perdida. 

 

Divulgue a ação

Para que a sua queima de estoque traga resultados, as pessoas precisam saber que ela está acontecendo. Isso parece óbvio, não é mesmo? Então pense em uma campanha de divulgação que encontre o público que você pretende atingir.

A sua loja tem uma comunicação totalmente offline e você quer surpreender quem estiver passando pela rua? Invista na comunicação da vitrine, com cartazes ou adesivos que informam a queima de estoque, a porcentagem de desconto ou os itens na promoção. 

Se o seu público está online, comunique a queima de estoque nas suas redes sociais, no seu site ou por e-mail marketing. O importante é o seu recado chegar até quem você deseja. Troque a capa do seu facebook, crie banners para o site e prepare uma linha de comunicação para feed e stories no seu instagram. Relembre nas redes sociais que a promoção está acontecendo, publique fotos e vídeos dos itens que estão com desconto e explore as possibilidades que cada ferramenta proporciona.

 

Defina seu público-alvo

Quem você quer atrair para a sua loja durante a queima de estoque? Muitas vezes a sua campanha engloba todos os produtos da loja. Em outras, a promoção é mais segmentada e exige uma comunicação um pouco mais específica com o público.

Quando você sabe com quem você está conversando, todos os passos do planejamento ficam mais fáceis, a comunicação flui melhor e você atinge as pessoas desejadas.

 

Decore a sua loja

Além de atrair clientes para a sua loja, é preciso que eles se sintam à vontade e com uma boa orientação ao chegar para conferir os produtos. Deixe bem claro no seu ponto de venda como funcionará a sua promoção. Os itens serão demarcados por cores? Terão prateleiras ou araras com peças selecionadas? Apenas um lado da loja estará com promoção? 

Apresente essas informações de forma clara e bem visível pela loja. Mantenha a organização do espaço e facilite a circulação dos interessados pelos corredores. Disponha a sua equipe de forma que auxilie os consumidores e sempre tenha alguém para tirar uma possível dúvida. Clique aqui e veja mais dicas para decoração de lojas.

 

 

Sistema para controle de estoque

 

Fazer um bom controle de estoque vai muito além do que comprar, saber quais mercadorias estão armazenadas e organizar a saída delas. Esse controle eficaz é de extrema importância, uma vez que as mercadorias representam grande parte do dinheiro da empresa que foi investido. Nesse aspecto, um sistema de controle de estoque é a ferramenta ideal para gestores que buscam eficiência e precisão nesta tarefa.

Uma solução como esta permite mensurar se o consumo dos produtos está de acordo com as necessidades, além de acabar com a possibilidade de desvios e melhorar o impacto nas vendas e produtividade de funcionários ao reduzir erros e evitar retrabalho. Isso sem contar na praticidade e agilidade em registrar e controlar um grande fluxo de dados, que está sempre sendo alterado.

Ainda não está convencido das vantagens de um sistema de controle de estoque? Então veja mais alguns benefícios, especialmente os proporcionados pelo sistema da Hiper.

 

Automatização dos processos

A adoção de um sistema de controle de estoque reduz a necessidade de controles manuais, o que faz com que o fluxo de informação seja contínuo, além de aumentar a produtividade de sua equipe. Além disso, o controle manual requer mais atenção, está mais suscetível a erros e é bem mais trabalhoso.

 

Organização e controle de entrada e saídas por itens

O sistema de controle de estoque da Hiper ajuda o gestor a classificar suas mercadorias de forma prática e bem organizada. A solução permite que cada item ou lote seja registrado por marca, setor e fornecedor, ou ainda por cor, tamanho, tipo/característica de produto ou data de validade, mostrando os dados em um único dashboard, inclusive com a localização exata de cada item no estoque (número e direção de armário, prateleira, gaveta etc). Os códigos podem ser gerados automaticamente ou utilizando o serial do próprio código de barras do produto, por exemplo.

 

Facilidade no acesso e registro das informações

Com a solução, todas as informações e as atualizações referentes ao estoque são feitas instantaneamente, tanto para as compras quanto para as vendas. Como os dados passam a constar no sistema de controle de estoque, caso você precise verificar algum dado, não precisa perder tempo procurando em um caderno ou em planilhas. A informação é arquivada no próprio sistema e fica disponível para que você acesse sempre que precisar.

Para saber um pouco mais sobre Gestão de Estoque, assista ao episódio 02 da Websérie Gestão de Pequenos Negócios na Prática. Projeto criado pela Hiper em parceria com o Sebrae/SC.