Gestão de Estoque

Como fazer o controle de almoxarifado em 7 passos

Se quer aprender como organizar almoxarifado, esse conteúdo foi especialmente pensado para você. Confira nossas dicas!

15 DE junho DE 2023 - Atualizado 1 mês atrás 17 min de leitura

O controle do almoxarifado é um tipo de gestão que tem como objetivo organizar, registrar e administrar os itens que estão armazenados no setor. Ele tem impacto em toda a organização, portanto é fique atento às dicas que selecionamos aqui.


Uma empresa saudável tem como objetivo crescer e se desenvolver de forma sustentável dentro do mercado. Muita coisa precisa ser feita. São diversos caminhos a trilhar e pontos a aprimorar dentro da gestão de um empreendimento no varejo para que o crescimento aconteça. E um dos pontos que merece muita atenção, pois é de extrema importância para atingir este objetivo, é o controle de estoque ou do almoxarifado.

Quando o almoxarifado não tem controle, o prejuízo aparece em vários lugares ao mesmo tempo: dinheiro parado em mercadoria que ninguém consegue achar, perdas por validade vencida, compras emergenciais com preço mais alto e equipe gastando tempo procurando o que deveria estar no lugar. Em pequenos negócios do varejo, as perdas operacionais ligadas à falta de controle de almoxarifado podem chegar a 5% do valor anual movimentado — um número alto que sai direto do lucro.

A boa notícia é que organizar o almoxarifado não exige uma reforma na operação. Com alguns passos simples e o apoio de um sistema de gestão de estoque, é possível enxergar tudo que entra, sai e fica armazenado em tempo real. A seguir, você confere o que é o controle de almoxarifado, como ele se diferencia do estoque comum e o passo a passo para colocar tudo em ordem.

O que é controle de almoxarifado?

Seja para a gestão administrativa, seja para a gestão de capital de giro, o controle de almoxarifado é uma tarefa indispensável para que sua loja se desenvolva, reduza custos e lucre mais. Organizar o estoque significa controlar corretamente as mercadorias que mantêm seu estabelecimento funcionando. Esse processo deve ser bem definido. Do mesmo modo, é fundamental contar com colaboradores qualificados e de confiança para ajudar nesta atividade tão importante. Afinal, você não quer sofrer prejuízos, não é mesmo?

Na prática, o almoxarifado é o lugar físico onde sua empresa guarda materiais de uso interno e insumos operacionais — embalagens, papelaria, EPIs, peças de reposição, produtos de limpeza, materiais de manutenção, entre outros. Diferente do estoque, que abriga produtos destinados à venda, o almoxarifado abastece a operação por dentro. E é justamente por isso que ele tem regras próprias de controle.

Qual a diferença entre almoxarifado e estoque?

Essa é uma dúvida comum, principalmente em pequenos negócios onde os dois costumam ocupar o mesmo espaço físico. Embora pareçam a mesma coisa, almoxarifado e estoque têm finalidades diferentes — e o controle deve ser separado para que sua loja saiba exatamente quanto cada um custa.

Característica Estoque Almoxarifado
O que guarda Produtos destinados à venda Materiais de uso interno e insumos
Destino do item Sai como venda ao cliente Sai como consumo na operação
Impacto contábil Vira CMV (Custo da Mercadoria Vendida) Vira despesa operacional
Exemplos Roupas, alimentos, ferramentas para revenda Embalagens, papelaria, EPI, produtos de limpeza
Critério de reposição Giro de vendas e sazonalidade Consumo médio da operação

Mesmo quando os dois ficam no mesmo armazém, o ideal é manter cadastros, requisições e relatórios separados. Assim, você consegue avaliar quanto a sua operação consome internamente e quanto realmente está parado em produtos prontos para venda.

Como fazer controle de almoxarifado?

Existem algumas formas de fazer isso, mas para facilitar, organizamos um passo a passo. Seguindo algumas dicas simples de como fazer esse controle, sua empresa poderá agilizar e descomplicar esse processo. Acompanhe abaixo nossas dicas para manter esse importante setor da sua empresa sob controle:

1. Arrume o local

É difícil pensar em ter controle de um lugar que está todo desorganizado. Como saber a quantidade de cada item ou se algum deles está vencido?

Providencie um ambiente limpo para armazenar os itens e considere os efeitos climáticos, como temperatura, ventilação e umidade. Além disso, é fundamental se certificar de que foi escolhido um local para fácil movimentação das mercadorias e verificar como será realizada a locomoção interna (carrinho, empilhadeiras, pontes rolantes, entre outros).

Antes de partir para os controles, vale rodar um checklist rápido para ter certeza de que o ambiente está preparado:

  • Prateleiras e estantes em boas condições, sem itens jogados pelo chão
  • Corredores livres para circulação de pessoas e equipamentos
  • Iluminação adequada para identificação de etiquetas e códigos
  • Áreas separadas para itens recebidos, conferidos e prontos para uso
  • Local específico para produtos próximos do vencimento ou com defeito

2. Registre entrada e saída de estoque

Toda a movimentação do almoxarifado precisa ser catalogada por um documento de estoque. Isso deve ser realizado de forma rigorosa, ou seja, nenhum deslocamento deve ser feito sem registro, nem mesmo quando o produto não fica no estoque por muito tempo.

Veja alguns exemplos de documentos de controle de almoxarifado:

  • Registro de chegada – notas fiscais integradas aos pedidos de compra
  • Registro de saída – notas fiscais anexadas às vendas
  • Solicitação de materiais – consumo interno (materiais de estoque, escritório e produtos de limpeza)

A regra de ouro aqui é simples: nenhum item entra ou sai sem documento. Mesmo que pareça burocrático no começo, esse hábito é o que garante que o saldo no sistema bata com o que está fisicamente no armazém — e é exatamente o que impede divergências, sumiços e perdas operacionais. Em uma padaria, por exemplo, cada saco de farinha retirado para a produção do dia deve gerar uma requisição. Em uma loja de moda, cada cabide ou embalagem usada na vitrine precisa baixar do almoxarifado. Parece detalhe, mas é essa disciplina que mostra o consumo real da operação no fim do mês.

3. Padronize as mercadorias

Essa é uma medida bastante eficiente. Ao separar os itens em categorias e grupos, você gera códigos exclusivos para evitar a duplicidade de cadastros — erro que pode prejudicar o inventário, gerando falhas nas conferências de rotina.

Para que funcione, as gôndolas e prateleiras devem apresentar etiquetas com descrições e cores padronizadas das mercadorias. Elas também devem ser organizadas com o objetivo de facilitar a detecção de possíveis erros.

A padronização também passa pela forma como cada item é cadastrado no sistema. Definir uma estrutura única para o nome do produto (categoria + descrição + unidade + variação, por exemplo) evita que o mesmo item apareça duas ou três vezes com descrições diferentes — algo extremamente comum quando o cadastro é feito por mais de uma pessoa sem regras claras. Outra dica simples e poderosa é usar etiquetas com código de barras, o que acelera tanto o recebimento quanto a conferência periódica.

4. Faça inventários periódicos

A realização de inventários é crucial para alinhar os saldos em estoque sempre que necessário, e para verificar se as movimentações estão dentro do tolerável. O inventário completo ajuda a entender se a empresa está fazendo o controle do almoxarifado corretamente.

Existe também o método de conferência rotativa. Seu objetivo é conferir os produtos do armazém por amostragem, e depois comparar com o seu saldo controlado. Essa atividade deve ser periódica, mas com um intervalo maior que o inventário completo.

Os dois métodos são complementares e ajudam a garantir a segurança das informações apuradas.

Uma forma prática de aplicar a conferência rotativa é dividir o almoxarifado em grupos e contar cerca de 10% dos itens por semana. Em pouco mais de dois meses, todo o armazém terá sido conferido sem precisar parar a operação para um inventário geral. Esse modelo é especialmente útil em comércios que não podem fechar para contagem — como mercadinhos, padarias e lojas de material de construção. O inventário completo, por sua vez, costuma ser feito uma vez por ano (ou no fechamento do balanço) e serve como “fotografia” oficial do almoxarifado para fins contábeis.

5. Promova a queima de estoque

Se os produtos começam a se acumular no armazém, não há organização que dê jeito. Nessa hora, uma das melhores formas de fazer o controle de almoxarifado é oferecendo os itens encalhados em promoções e liquidações estrategicamente programadas.

A queima de estoque é a realização de venda por preços mais acessíveis para liberar espaço para a estocagem de novos artigos e recuperar o investimento. Na hora de fazer esse tipo de ação, é importante ter em mente o valor mínimo que pode cobrar para não ter prejuízo.

Para definir esse valor mínimo, considere o custo de aquisição da mercadoria, as despesas de armazenagem e a margem mínima que cobre os impostos da operação. Vender abaixo desse piso só faz sentido quando o custo de manter o produto parado supera o prejuízo da promoção — o que pode acontecer com itens próximos do vencimento, peças de coleção passada ou linhas descontinuadas. Um bom relatório de giro de estoque ajuda a identificar esses produtos antes que virem prejuízo.

6. Conheça diferentes tipos de controle de estoque

Sim, existem muitas formas de fazer o controle de estoque. Por exemplo, esse processo pode ser dividido pela periodicidade. Nesse caso, a classificação é:

  • Permanente: é o acompanhamento em tempo real e que prevê a reposição sempre que o limite mínimo de um item é atingido.
  • Temporário ou periódico: complementa a análise da gestão do estoque e é usado para manter o balanço patrimonial. Seu objetivo é evitar a falta de um produto.

Já na questão de mensuração, a divisão é de estoque fica entre:

  • Físico: é feito um acompanhamento em relação à quantidade de itens.
  • Valor monetário: cálculo de investimento dos custos de cada produto.

Por fim, há 3 possibilidades para modelo de controle de estoque:

  • Mínimo: permite a divisão do estoque entre reserva e principal para que quando um for finalizado, o outro seja ativado. O intuito é evitar prejuízos no giro das mercadorias.
  • Renovação periódica: atende a demanda em quantidade mínima em períodos predeterminados até que seja feita a reposição futura.
  • Fim específico: contempla uma necessidade predeterminada, caso de um evento temporário ou promoção.

 

Na prática, a maioria dos pequenos negócios combina mais de um modelo. Um mercadinho, por exemplo, costuma usar o controle permanente para produtos de alta saída (refrigerantes, pães, frios) e o controle periódico para itens de menor giro. Já uma loja de moda pode aplicar o modelo de “fim específico” para coleções sazonais e o controle mínimo para itens básicos que precisam estar sempre disponíveis. O importante é entender que não existe modelo único — e que um sistema de gestão flexível permite trabalhar com vários ao mesmo tempo, sem retrabalho.

7. Utilize um software de gestão

Contar com o apoio de um software de gestão para varejo ajuda muito. Com esse programa, você consegue determinar permissões de usuários que poderão dar baixa nas mercadorias e acompanhar alterações no estoque. Sem contar a possibilidade de ser notificado quando os produtos armazenados estão saindo pouco ou se está no momento de fazer novos pedidos.

Por meio do sistema, o gerenciamento de estoque fica mais rápido e eficiente, uma vez que você terá em mãos dados completos e detalhados. Isso permitirá gerir melhor seu estabelecimento — desde a precificação até a otimização de demandas operacionais.

O Sistema Hiper, por exemplo, oferece as seguintes funcionalidades no módulo de estoque que têm um alto impacto no controle de ferramentas almoxarifado:

  • Ordem de produção
  • Ficha técnica
  • Entrada de inventário
  • Conferência de estoque
  • Cor e Tamanho

Além das funcionalidades acima, o Hiper integra o módulo de estoque ao financeiro, ao fiscal e ao PDV. Isso significa que, quando uma nota de entrada chega, o almoxarifado é atualizado, o lançamento financeiro é gerado e o custo do produto fica registrado para fins fiscais — tudo em uma única operação, sem digitar a mesma informação em lugares diferentes. Para quem ainda controla almoxarifado em planilhas, essa integração elimina dois dos maiores vilões da rotina: o retrabalho e o erro humano.

Como reduzir perdas no almoxarifado: 5 ações práticas

Mesmo com bons processos, o almoxarifado está sujeito a perdas — sejam elas por validade, extravio, danos ou erros operacionais. Empresas que aplicam um conjunto consistente de boas práticas conseguem reduzir essas perdas de cerca de 5% para menos de 1% do valor anual movimentado. Veja as cinco ações que mais fazem diferença:

  1. Controle de acesso restrito: apenas pessoas autorizadas podem entrar e retirar itens do almoxarifado.
  2. Requisição assinada para qualquer saída: nenhum item sai sem documento, mesmo que seja para uso imediato.
  3. Inventário rotativo semanal: contagem de aproximadamente 10% dos itens por semana, intercalando categorias.
  4. Análise de itens com saída anormal: investigar consumos muito acima ou abaixo da média ajuda a identificar desvios.
  5. Revisão de estoque mínimo e validades a cada 30 dias: evita rupturas e produtos vencidos parados no armazém.

Como você pode perceber, existem diversas formas de cuidar do estoque da sua empresa, mas uma coisa é certa: esse controle é necessário para que você consiga oferecer uma experiência satisfatória para os seus clientes.

Esperamos que as dicas expostas neste conteúdo o ajudem a melhorar seu controle de almoxarifado. Ao colocá-las em prática, você saberá exatamente o que precisa ser feito para otimizar os processos do seu comércio e aumentar seu nível de competitividade perante a concorrência.

Se você quer ver na prática como um sistema integrado pode descomplicar o controle do seu almoxarifado, experimente o Hiper gratuitamente e conheça as funcionalidades pensadas para o dia a dia do pequeno varejo.

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Perguntas Frequentes sobre Controle de Almoxarifado

O que é almoxarifado?

Almoxarifado é o local físico onde a empresa armazena materiais de uso interno e insumos antes de serem consumidos ou aplicados — diferente do estoque, que guarda produtos destinados à venda. Em uma loja, o almoxarifado costuma guardar materiais de embalagem, papelaria, EPI, peças de reposição e insumos operacionais.

Qual a diferença entre almoxarifado e estoque?

O estoque guarda produtos para venda — entram para sair em forma de venda ao cliente. O almoxarifado guarda materiais de uso interno — entram para sair em forma de consumo na operação. Contabilmente, saídas do estoque viram CMV (Custo da Mercadoria Vendida); saídas do almoxarifado viram despesa operacional. Em pequenas empresas, costumam ficar no mesmo espaço físico, mas o controle deve ser separado.

Como fazer controle de almoxarifado na prática?

O caminho mais eficiente passa por quatro pilares: (1) criar cadastro único de cada item com código, descrição, unidade e localização; (2) registrar toda entrada com nota fiscal e toda saída com requisição assinada; (3) fazer inventário rotativo, contando cerca de 10% dos itens por semana, em vez de só inventário anual; e (4) definir estoque mínimo e máximo de cada item para automatizar pedidos. Sem esses controles, as perdas podem chegar a 5% do valor anual movimentado.

Planilha ou software para almoxarifado?

Para até 200 itens e uma ou duas movimentações por dia, uma planilha pode resolver. Acima disso, o esforço de manter tudo atualizado supera o benefício, e o erro humano começa a gerar divergência entre o saldo físico e o saldo do sistema. Um software de gestão integrado (ERP), como o Hiper, elimina a digitação dupla — a baixa do almoxarifado já gera o lançamento contábil e o registro fiscal automaticamente.

Como reduzir perdas no almoxarifado?

Cinco ações fazem a maior diferença: (1) controle de acesso restrito; (2) requisição assinada para qualquer saída; (3) inventário rotativo semanal; (4) análise de itens com saída anormal; e (5) revisão de estoque mínimo e validades a cada 30 dias. Empresas que aplicam essas práticas conseguem reduzir as perdas de cerca de 5% para menos de 1% do valor anual movimentado.

 

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