Gestão Financeira

O que é Custo da Mercadoria Vendida (CMV) e como calcular?

Descubra o que é cmv e como ele ajuda a entender se sua empresa está dando lucro.

29 DE janeiro DE 2024 - Atualizado 3 semanas atrás 16 min de leitura

CMV (Custo da Mercadoria Vendida) é o valor total que sua loja gastou pra comprar, estocar e disponibilizar os produtos que foram efetivamente vendidos em um determinado período. É comum a gente achar que uma loja cheia de gente, em que o dinheiro está entrando no caixa, é sinônimo de sucesso financeiro. Muitas vezes isso é verdade, mas será que todas as vendas geram lucro?

Para entender se a sua empresa está com um bom desempenho financeiro, é preciso ver mais que o seu faturamento. Uma das formas de conseguir avaliar a situação com maior precisão, ou seja, como está o controle financeiro da loja, é pelo cálculo do CMV, ou seja, o Custo da Mercadoria Vendida.

Se você ainda não sabe o que é CMV, não se preocupe — neste guia completo a gente vai explicar tudinho: a definição, a fórmula CMV passo a passo, exemplo de cálculo com loja real, qual o CMV ideal por segmento de varejo, a diferença entre CMV, margem de contribuição e lucro bruto, o que fazer quando o CMV está alto demais e como o sistema de gestão calcula tudo isso automaticamente. Vamos juntos?

O que é CMV?

O CMV é o valor total gasto para adquirir, estocar e vender os produtos que foram comercializados durante um determinado período. Para entender o que significa CMV, é preciso levar em consideração que esse cálculo é crucial para avaliar a eficiência operacional, a rentabilidade e a gestão financeira de um negócio.

De um modo geral, o CMV inclui o custo de produção ou compra de mercadorias, como matérias-primas, mão de obra direta e custos indiretos associados à produção ou aquisição dos produtos. Entender o CMV na contabilidade é fundamental para quem deseja criar uma boa estratégia de precificação, tomar decisões de estoque acertadas e maximizar os lucros em um negócio.

Em outras palavras: o CMV é o que separa o faturamento (o que entrou no caixa) do lucro de verdade (o que sobrou depois de pagar a mercadoria que saiu da prateleira). Sem esse cálculo, o lojista pode passar meses vendendo bem e mesmo assim não saber se a loja está ganhando ou perdendo dinheiro.

A importância do CMV

O CMV desempenha um papel fundamental na gestão financeira de empresas, proporcionando uma visão abrangente dos custos diretos associados à produção ou aquisição de mercadorias. Essa métrica é crucial para avaliar a rentabilidade das operações, permitindo que os gestores determinem se os preços de venda são adequados para cobrir eficientemente os custos incorridos. Além disso, o CMV é essencial para o controle de custos, possibilitando ajustes estratégicos para otimizar a eficiência operacional e manter a competitividade no mercado.

Ao entender o CMV, os empresários podem tomar decisões mais informadas sobre a precificação de produtos, o gerenciamento de estoques e a formulação de estratégias de negócios. Essa métrica não apenas fornece uma base sólida para a tomada de decisões financeiras, mas também é crucial para a análise da saúde financeira em geral. Variações no CMV ao longo do tempo oferecem insights valiosos sobre a eficiência operacional e podem destacar áreas que exigem atenção para melhorar a rentabilidade.

Ou seja: o CMV é uma ferramenta indispensável que capacita gestores a otimizar operações, tomar decisões estratégicas e garantir a sustentabilidade financeira a longo prazo.

Como calcular o CMV? Fórmula e passo a passo

Ao se falar de um indicador financeiro, uma das principais dúvidas é sobre como fazer seu cálculo. No entanto, a fórmula custo da mercadoria vendida é bem simples. O CMV pode ser calculado usando a seguinte fórmula básica:

CMV = Estoque Inicial + Compras − Estoque Final

Onde:

Estoque Inicial: Representa o valor total das mercadorias disponíveis no início do período contábil.

Compras: Refere-se ao valor total das mercadorias adquiridas durante o período.

Estoque Final: Indica o valor total das mercadorias disponíveis no final do período contábil.

O resultado do cálculo do CMV fornece o custo total das mercadorias que foram vendidas durante o período. É importante garantir consistência nas unidades de medida ao calcular o CMV, seja em termos monetários ou físicos.

Considere esse exemplo simples:

  • Estoque Inicial: R$ 10.000,00
  • Compras: R$ 30.000,00
  • Estoque Final: R$ 5.000,00
  • CMV = 10.000 + 30.000 − 5.000
  • CMV = 35.000

Neste caso, o Custo de Mercadoria Vendida seria R$ 35.000,00.

Lembrando que, para empresas que fabricam produtos, o CMV pode incluir custos diretos de produção, como matéria-prima, mão de obra direta e custos indiretos associados à produção. Para empresas que revendem produtos, o CMV inclui o custo de aquisição desses produtos.

Exemplo prático: calculando o CMV de uma loja de roupas

Pra ficar mais palpável, vamos a um exemplo numérico de uma loja real. Imagine que a “Modas da Ana” — uma loja de roupa feminina de bairro — quer calcular o CMV do mês de março pra entender se a precificação está saudável. A Ana levanta os números da gestão:

  • Estoque inicial (1º de março): R$ 50.000,00 em mercadoria
  • Compras do mês: R$ 80.000,00 em novas peças que entraram no estoque
  • Estoque final (31 de março): R$ 60.000,00 contabilizados no inventário
  • Receita bruta de vendas em março: R$ 140.000,00

Aplicando a fórmula CMV:

CMV = R$ 50.000 + R$ 80.000 − R$ 60.000 = R$ 70.000,00

Ou seja: a Ana gastou R$ 70.000 em mercadoria que efetivamente saiu da loja no mês de março. Pra saber se isso é bom ou ruim, ela compara o CMV com a receita:

% do CMV sobre a receita = R$ 70.000 ÷ R$ 140.000 = 50%

Pra moda, um CMV de 50% sobre a receita é um número saudável (a média do segmento fica entre 40% e 55%). Se a Ana tivesse um CMV de 70%, por exemplo, ela teria um sinal vermelho aceso — provavelmente está dando desconto demais, comprando caro do fornecedor ou perdendo mercadoria por descontrole de estoque.

CMV ideal por segmento de varejo

Uma das perguntas que mais aparece: “qual o CMV ideal pra minha loja?”. A resposta sincera é que não existe um CMV ideal único — ele varia bastante por segmento, porque a estrutura de margem de cada ramo é diferente. Um mercadinho trabalha com giro alto e margem baixa; uma loja de moda trabalha com giro menor e margem maior. O CMV reflete essa lógica.

Veja as faixas de referência do CMV (como % da receita) pros principais segmentos do pequeno varejo brasileiro:

SegmentoCMV ideal (% da receita)O que costuma puxar pra cima
Supermercados e mercadinhos70% a 80%Hortifruti e perecíveis com perda alta
Açougue, casa de carnes e peixaria65% a 75%Quebra de peso e congelamento
Farmácias65% a 75%Medicamentos com margem regulada
Padarias e confeitarias35% a 45%Sobras e produção mal dimensionada
Restaurantes (alimentos e bebidas)28% a 35%Ficha técnica desatualizada e desperdício
Material de construção55% a 70%Itens commodity de baixa margem
Moda e vestuário40% a 55%Liquidações e ponta de estoque
Lojas de calçados45% a 60%Coleções fora de moda
Pet shops55% a 70%Ração de marcas líderes com margem baixa

CMV acima desses parâmetros sinaliza problemas: precificação errada, perda de estoque, fornecedor caro ou desconto exagerado na ponta. CMV muito abaixo também pode ser sinal de alerta — em alguns casos significa que o lojista está esquecendo de lançar custos no sistema, e o número fica artificialmente bonito. Sempre vale conferir com o contador antes de comemorar.

CMV x Margem de Contribuição x Lucro Bruto: não confunda

Esses três indicadores andam juntos e, justamente por isso, são confundidos com frequência. Eles partem da mesma base — o que entrou no caixa e o que saiu — mas medem coisas diferentes da operação. Entender a distinção entre eles é o que separa quem “olha os números” de quem realmente sabe ler o financeiro da loja.

IndicadorComo calculaO que mostra
CMVEstoque Inicial + Compras − Estoque FinalQuanto saiu de mercadoria do estoque pra virar venda no período
Lucro BrutoReceita Líquida − CMVQuanto sobrou depois de pagar a mercadoria vendida (antes das despesas operacionais)
Margem de ContribuiçãoPreço de Venda − Custos e Despesas VariáveisQuanto cada venda contribui pra cobrir os custos fixos da loja (aluguel, salário, energia)

Voltando ao exemplo da Modas da Ana: o CMV foi R$ 70.000, a receita de R$ 140.000 — então o lucro bruto foi de R$ 70.000 (50% da receita). Mas a Ana ainda precisa pagar aluguel, energia, salário das vendedoras, taxa de cartão e imposto. Tudo isso sai do lucro bruto pra chegar no lucro líquido (o que sobra de verdade no fim do mês).

Já a margem de contribuição olha venda por venda: quando a Ana vende uma blusa de R$ 80, ela tira o custo daquela blusa específica, a comissão da vendedora e a taxa do cartão. O que sobra é o que “contribui” pra pagar as contas fixas da loja. CMV é a foto do estoque; margem de contribuição é a foto da venda individual; lucro bruto é a ponte entre os dois no DRE.

Como calcular o CMV no DRE?

Você pode estar pensando em como incluir o CMV no Demonstrativo de Resultado do Exercício (DRE) e a boa notícia é que isso não é difícil. Após fazer o cálculo do CMV como mostramos acima, o valor encontrado é subtraído da Receita Bruta para calcular o Lucro Bruto. Desse modo, a estrutura geral do DRE seria:

Receita Bruta − Deduções da Receita = Receita Líquida de Vendas − CMV = Lucro Bruto

A Receita Líquida de Vendas menos o CMV resulta no Lucro Bruto, que é um indicador importante da rentabilidade operacional da empresa.

O que não entra no cálculo do CMV?

O CMV reflete os custos diretamente associados à produção ou aquisição de mercadorias que são efetivamente vendidas durante um determinado período. No entanto, alguns elementos não são considerados para o seu cálculo. Entre eles estão:

Despesas Operacionais (Custos Indiretos): atente-se ao fato de que o CMV se concentra nos custos diretos relacionados às mercadorias, como matéria-prima, mão de obra direta e custos de produção diretos. Despesas operacionais, como salários administrativos, despesas de marketing e despesas gerais, não devem ser incluídas.

Custos Financeiros: as despesas como juros sobre empréstimos não fazem parte do CMV, afinal ele está mais relacionado aos custos de produção ou aquisição de mercadorias, enquanto os custos financeiros estão associados ao financiamento e à gestão de dívidas.

Impostos e Encargos Sociais: os impostos sobre vendas e os encargos sociais, como contribuições previdenciárias sobre a folha de pagamento, não são considerados no CMV. Esses são custos adicionais que não estão diretamente ligados à produção ou aquisição de mercadorias.

Custos de Depreciação e Amortização: não inclui custos não monetários, como depreciação de ativos ou amortização de intangíveis. Esses custos são contabilizados em outras partes das demonstrações financeiras.

Custos não Relacionados à Produção de Mercadorias: os custos associados a serviços, se não estiverem diretamente relacionados à produção de mercadorias, não fazem parte do CMV. Lembre-se que ele é específico para empresas que estão envolvidas na produção ou venda de bens tangíveis.

É importante entender a distinção entre o CMV e outros elementos dos demonstrativos financeiros para realizar análises financeiras precisas e tomar boas decisões estratégicas. Se você quer facilitar o cálculo do CMV, conte com um sistema de gestão que faça esse processo automaticamente. Saiba mais aqui.

O custo da mercadoria vendida é ativo ou passivo?

Uma grande dúvida de muitos empresários é sobre como classificar o CMV. A verdade é que ele não é classificado como ativo nem passivo nos demonstrativos financeiros. Entenda.

O CMV nada mais é que uma despesa na Demonstração do Resultado do Exercício (DRE), refletindo os custos diretamente associados à produção ou aquisição de mercadorias vendidas durante um determinado período.

Nos termos contábeis, o CMV é subtraído da Receita Bruta para calcular o Lucro Bruto, e não é registrado no Balanço Patrimonial como um ativo ou passivo. É uma despesa que reduz a receita líquida e, consequentemente, o lucro líquido.

Ativos e passivos, por outro lado, são componentes do Balanço Patrimonial. Ativos representam recursos controlados pela empresa, enquanto passivos representam obrigações ou dívidas. O CMV não se enquadra nessas categorias, pois está relacionado aos custos de produção ou aquisição de mercadorias para venda.

O que fazer quando o CMV está alto demais

Descobriu, pelo cálculo, que o CMV da sua loja está acima da faixa ideal pro seu segmento? Calma — esse é, na verdade, o melhor momento pra agir, porque você já tem o número na mão. Reduzir o CMV em 2 pontos percentuais pode dobrar o lucro líquido em lojas de margem apertada. Veja cinco frentes de ação testadas no varejo:

  • 1. Renegociar prazo e preço com fornecedores. Olhe primeiro pros fornecedores do top 20% em volume — eles concentram a maior parte do seu custo e geralmente têm espaço pra negociar. Trocar 30 dias por 45, conseguir 3% de desconto pra pagamento à vista ou pedir bonificação por volume pode mexer pontos importantes no CMV.
  • 2. Reduzir perdas físicas e desvios no estoque. Inventário desatualizado é CMV fantasma — você comprou e não vendeu, mas não sabe onde foi parar. Inventário rotativo mensal (ao menos das categorias de maior valor) já corta uma parte boa dessa perda.
  • 3. Revisar precificação dos itens de baixo giro. Mercadoria parada é dinheiro parado, e dinheiro parado vira CMV alto. Aplique uma curva ABC, identifique os itens “C” e crie campanhas pra escoar — mesmo com margem menor, é melhor que estoque virando obsolescência.
  • 4. Cortar SKUs que dão prejuízo. Nem todo produto precisa estar na loja. Se um item tem giro baixo e margem ruim, ele come espaço de gôndola, capital de giro e ainda inflada o CMV sem retorno. Cortar SKUs improdutivos é uma das ações mais rápidas pra melhorar o número.
  • 5. Aumentar compras à vista pra conseguir descontos. Quem tem fluxo de caixa folgado pode trocar prazo por desconto. Comprar à vista com 5% a 10% de desconto, em lojas que rodam capital de giro, costuma compensar muito mais do que esses mesmos 5% a 10% renderiam em qualquer aplicação financeira.

Em todas essas frentes, o que faz a diferença é ter o dado certo na hora certa. Lojista que só descobre o CMV no balanço anual perde 11 meses de oportunidade de correção. Por isso, monitorar o CMV mensal (ou até semanal, em segmentos perecíveis) é o que separa quem só “sente” a loja funcionando de quem consegue agir antes do prejuízo aparecer.

Outros indicadores financeiros para o seu negócio

Se você deseja saber como melhorar o desempenho da sua loja, cortar gastos e aumentar a rentabilidade, precisa conhecer os indicadores financeiros mais importantes. A escolha desses indicadores pode variar de acordo com o setor, tamanho da empresa e seus objetivos específicos. No entanto, alguns deles são considerados fundamentais para avaliar a saúde financeira e o desempenho de um negócio. Entre eles, estão:

Margem de Lucro Bruto: avalia a eficiência nas operações, mostrando quanto dinheiro a empresa retém após a dedução dos custos diretos de produção.

Margem de Lucro Líquido: indica a porcentagem de lucro líquido em relação à receita total. É uma medida da rentabilidade geral.

Giro do Ativo: avalia a eficiência na utilização dos ativos da empresa para gerar receitas.

Prazo Médio de Pagamento (PMP): mede o tempo médio que uma empresa leva para pagar suas contas a fornecedores.

Liquidez Corrente: indica a capacidade de a empresa cobrir suas obrigações de curto prazo.

Endividamento Total: avalia a proporção de dívidas em relação ao total de ativos da empresa.

Retorno sobre o Investimento (ROI): mede a eficácia do investimento em termos de retorno financeiro.

Ebitda (Lucro Antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização): representa a capacidade da empresa de gerar lucro operacional, excluindo custos financeiros e não operacionais.

Taxa de Crescimento da Receita: avalia o crescimento percentual das receitas ao longo do tempo.

Lembre-se que a seleção dos indicadores financeiros mais relevantes depende da natureza específica do seu negócio e dos objetivos estratégicos. É importante adaptar a análise financeira às características e metas únicas da sua empresa.

Com tantos indicadores interessantes para analisar, contar com um sistema de gestão financeira pode fazer toda a diferença no cálculo e visualização dos resultados da sua empresa. Hoje, existem muitas opções no mercado e o Hiper oferece uma que é feita sob medida para pequenos empreendedores. Acesse agora e confira todos os diferenciais desta ferramenta.

Perguntas Frequentes (FAQ) sobre CMV

Qual é a fórmula do CMV?

A fórmula é: CMV = Estoque Inicial + Compras do Período − Estoque Final. Por exemplo: estoque inicial de R$ 50.000, compras de R$ 80.000, estoque final de R$ 60.000 → CMV = R$ 70.000. Esse é o valor que saiu do estoque para virar venda no período.

Qual o CMV ideal para o varejo?

Não existe um CMV ideal único — varia por segmento. Em supermercados o CMV fica entre 70% e 80% da receita. Em farmácias, entre 65% e 75%. Em moda, entre 40% e 55%. Em restaurantes, o CMV de alimentos fica entre 28% e 35%. CMV acima desses parâmetros sinaliza problemas: precificação errada, perda de estoque, fornecedor caro ou descontos exagerados.

Qual a diferença entre CMV e despesas?

O CMV é o custo direto do produto vendido (compra do fornecedor, frete de entrada, impostos não recuperáveis). As despesas são gastos para operar a loja: aluguel, salários, energia, marketing, taxas de cartão. O lucro bruto é Receita − CMV. O lucro líquido é Lucro Bruto − Despesas − Impostos.

O que fazer quando o CMV está alto demais?

Cinco ações: (1) renegociar prazo e preço com fornecedores, especialmente os do top 20% em volume; (2) reduzir perdas físicas e desvios no estoque; (3) revisar precificação em itens de baixo giro; (4) cortar SKUs que dão prejuízo; (5) aumentar compras à vista para conseguir descontos. Reduzir 2 pontos no CMV pode dobrar o lucro líquido em lojas de margem apertada.

CMV serve para restaurante e prestador de serviço?

Para restaurantes, o conceito equivalente é CMV de alimentos e bebidas, separando insumos de cozinha e bebidas. Para prestadores de serviço puros (sem revenda), o CMV é substituído pelo Custo do Serviço Prestado (CSP), que considera mão de obra direta, materiais aplicados e custos diretos do serviço.

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