Meios de Pagamento

Por que a minha loja deve oferecer diferentes formas de pagamento?

Por mais que o comércio realize ações e crie iniciativas para vender, a diversificação das formas de pagamento é fundamental.

26 DE junho DE 2023 - Atualizado 6 dias atrás 23 min de leitura

Por mais que o comércio realize ações e crie iniciativas para vender, o fato é que nem sempre o consumidor tem em mãos o dinheiro necessário para realizar a compra. Para contornar essa situação e viabilizar a realização de negócios, a diversificação das formas de pagamento é fundamental.

Um cliente pode simplesmente desistir de uma compra porque a loja não aceita cartão ou não parcela. No entanto, a partir do momento em que o consumidor tem mais opções de pagamento, ele se sente mais seguro para comprar em mais quantidade.

Além disso, diversificar as formas de pagamento ajuda a atrair novos clientes para a sua loja. Pensando nisso, ao definir os meios de pagamentos que serão aceitos em seu estabelecimento, é preciso adotar algumas estratégias para que a compra e venda seja satisfatória do começo ao fim.

Por isso, não basta ter bons preços, um produto ou serviço excelente e um atendimento de qualidade: é preciso diversificar as formas de pagamento para atrair clientes e aumentar suas vendas.

Neste guia, você vai conhecer as principais opções do mercado e aprender a escolher as melhores para o seu negócio!

Além de cada forma de pagamento para loja, você vai encontrar uma tabela comparativa de taxas, prazos e riscos, uma simulação de quanto cada meio de pagamento realmente custa e seções sobre crediário próprio, vale-alimentação, as mudanças recentes no Pix e como integrar tudo isso ao PDV com TEF.

Afinal, por que devo diversificar as formas de pagamento?

Se você trabalha com comércio já há algum tempo, sabe que a diversificação é uma estratégia importante para obter resultados. Isso vale para os vários aspectos da gestão de um negócio: desde o seu catálogo de produtos, que atenderá um leque maior de consumidores, até as várias maneiras de divulgar as mercadorias, o estabelecimento ou uma promoção.

Na hora do pagamento, a diversificação ganha uma importância ainda maior. No momento do fechamento de uma venda, as condições e formas de pagamento podem ser impeditivos para o tão esperado sim do cliente. De acordo com uma pesquisa realizada pela CNDL e pelo SPC, o meio de pagamento mais utilizado pelos consumidores nas lojas físicas é o cartão de débito (36%); em seguida, aparece o cartão de crédito (31%), o PIX (14%) e o dinheiro (12%).

Agora que você já sabe a importância de diversificar os métodos de recebimento, confira as mais utilizadas:

1. Dinheiro em espécie

A primeira forma que vem à nossa mente é o dinheiro em espécie. Ela é mais simples, garante o pagamento imediato da compra (à vista) e que o dinheiro vá diretamente para o caixa da empresa.

As vantagens para o empresário são duas: a liquidez, pois você recebe o dinheiro no ato da venda, e a economia, pois não será cobrada taxa sobre cada transação, ao contrário de outros meios de pagamento.

Por outro lado, acumular muito dinheiro em espécie no caixa não é nada seguro e pode colocar o estabelecimento na mira de assaltantes. Portanto, embora seja importante o comerciante ter dinheiro no caixa, é preciso avaliar o incentivo e decidir se essa opção é a mais interessante, de acordo com a localização do estabelecimento.

2. Cartão de débito

Se você tem uma loja física e não aceita pagamentos em cartão de crédito e débito, certamente está deixando de conquistar uma grande parcela do seu público-alvo.

Em primeiro lugar, pela questão da segurança (assim como não é inteligente a empresa ter muito dinheiro no caixa, o cliente evita andar com muitas notas na carteira), e depois porque não é prático, pois, pagando com o cartão, não é necessário sacar dinheiro o tempo todo.

Atualmente, o cartão de débito está entre as alternativas mais utilizadas por diversos tipos de estabelecimentos. Para o comerciante, ele oferece quase todas as vantagens do dinheiro, exceto pelo fato de que o banco cobrará uma taxa de administração.

3. Cartão de crédito

O cartão de crédito também tem se tornado mais popular a cada dia. Ele prevê a possibilidade de parcelamento e, por isso, é utilizado tanto para compras corriqueiras quanto para aquisições de alto valor.

Para o empresário, o cartão de crédito representa segurança. Isso porque ele tem a certeza de que receberá o valor do banco ou administradora, mesmo que o cliente fique inadimplente. Neste caso, a dívida do cliente será registrada junto ao banco ou administradora, e não com a loja.

> Veja como escolher a melhor maquininha de cartão para a sua loja.

4. Intermediadores de pagamento no e-commerce

São empresas que “terceirizam” o pagamento pelos serviços e produtos oferecidos por seu e-commerce. Na prática funciona da seguinte forma:

  • O cliente acessa sua loja.
  • Navega e escolhe por um determinado produto.
  • Clica no botão “comprar” (ou “Finalizar compra”, no carrinho) e, nesse momento, o intermediador de pagamento entra em ação.
  • O cliente é direcionado para o site do intermediador.
  • Realiza um cadastro ou, se já possui, insere seu login e senha.
  • Seleciona a forma de pagamento e finaliza a compra.

Trata-se de uma ótima opção para quem está começando ou pequenos negócios.

Porém, você deve analisar a sua situação e definir se um intermediador de pagamento vale a pena. Se você está começando ou seu e-commerce ainda não tem um grande fluxo de vendas, o uso de intermediador de pagamento é recomendado, mas é preciso colocar tudo na ponta do lápis e estudar o mercado.

5. Boleto bancário

Apesar de terem perdido espaço para os cartões de crédito nos últimos tempos, os boletos são uma opção para substituí-los em caso de parcelamento.

Eles podem ser utilizados tanto para as compras à vista quanto a prazo. Os consumidores podem pagá-lo em seu próprio banco, pela internet e até mesmo por meio de aplicativos. De modo geral, a taxa cobrada pelo banco por boleto emitido é menor do que as que envolvem uma transação por cartão de crédito ou débito.

A única desvantagem é o prazo de compensação do boleto, que pode ser de até 3 dias úteis. Os boletos também são muito comuns em caso de prestação de serviços contínuos, como instituições de ensino, cursos, escolas de idioma, etc.

Lembrando que, desde 2018, as empresas só podem emitir boletos registrados, ou seja, que possuem identificação do cliente e ficam no sistema do banco desde a emissão.

6. Pix

Milhares de consumidores já cadastraram suas chaves desde novembro e estão utilizando essa facilidade.

Um grande fator relevante é a segurança: tanto para o cliente, pois dispensa o uso de cédulas e de cartões físicos, quanto para as lojas, pois com a redução dos pagamentos em dinheiro, sentirá a redução da conhecida indisponibilidade de troco ou de retiradas programadas no caixa.

Como estamos falando de uma nova implementação no mercado financeiro, várias mudanças ainda podem ocorrer. Por isso, é muito importante estudar a fundo e se atualizar sobre as possibilidades entregues pelo Pix. Assim, você conseguirá desfrutá-lo da melhor forma, tanto como varejista, como visando uma plena experiência do consumidor.

Pix - O queridinho dos brasileiros
Motivos para usar o PIX

Para mais conteúdos como esse, siga nosso instagram @hiperoficial

7. Pagamento por aproximação

Essa tendência veio para ficar e é importante ter uma maquininha que suporte esse tipo de pagamento. Além de ser seguro e rápido, o pagamento por aproximação (contactless) ajuda a evitar o contato físico com o cobrador ou com a máquina do cartão.

O pagamento por aproximação permite que o cliente pague pela compra aproximando um dispositivo da máquina de cartão. Para isso, ele pode usar um smartphone (pagamento por meio de carteira digital), o próprio cartão de débito/crédito ou um dispositivo vestível (Ex: pulseiras e relógios inteligentes), desde que seja compatível com a tecnologia NFC (Near Field Communication).

De acordo com uma pesquisa da Mastercard, publicada em 2020 na MobileTime, 69% dos brasileiros passaram a usar mais os pagamentos por aproximação durante a pandemia do coronavírus, como forma de reforçar o distanciamento social e as medidas de prevenção.

8. Cheque

A utilização de cheque é, atualmente, a menos popular dentre as formas de pagamento existentes. Alguns fatores atribuídos a isso são a substituição por métodos mais modernos e seguros de pagamento e a falta de credibilidade que ele transmite no mercado.

Apesar de oferecer condições de pagamento aos clientes através de parcelamento da compra por meio de cheques pré-datados, o vendedor assume os riscos do posterior não recebimento dos valores.

No entanto, os recursos tecnológicos de hoje estão permitindo a reinvenção do serviço de uma forma mais segura, capaz de evitar as fraudes ou a falta de fundo que o baniram do mercado. Mesmo que ainda não seja tão conhecido e que sua empresa não queira aderir a esse recurso hoje, vale a pena ficar de olho nessa possibilidade e acompanhar essa tendência.

9. Link de pagamento

Para empresas que vendem por redes sociais como Facebook, Instagram ou WhatsApp, o link de pagamento é uma solução prática para receber o dinheiro sem precisar de uma maquininha ou loja virtual.

É uma ferramenta que permite realizar cobranças para seus clientes através de um link personalizado, seja para venda pontual ou para vendas recorrentes.

Com o link, o consumidor não precisa acessar a loja online e selecionar os produtos para finalizar a compra. Basta clicar na URL enviada pelo lojista, inserir os dados de pagamento, como informações do cartão, número de parcelas, dados do comprador e, assim, concluir o pedido.

Esse link pode ser facilmente personalizado com a identidade da sua empresa, formas de pagamento e quanto tempo esse link ficará disponível. Simples, né?

Se o cliente tem sempre razão, oferecer diversos métodos de pagamento é um comportamento que demonstra que sua loja está preparada para atendê-lo, oferecendo tudo o que está ao seu alcance para oferecer uma melhor experiência de compra. E, em dias onde um review ou comentário em redes sociais é simples, rápido e prático para qualquer cliente satisfeito – ou insatisfeito – garantir a satisfação é garantir sua credibilidade perante novos clientes. O boca a boca digital é a publicidade que mais funciona para fidelização de marca e inserção no mercado, caso seu negócio seja novo.

Pix parcelado, Pix automático e Pix por aproximação: o que mudou

O Pix deixou de ser só uma transferência instantânea. O Pix automático permite débitos recorrentes autorizados pelo cliente, útil para assinaturas e mensalidades, sem depender de boleto ou cartão cadastrado. O Pix por aproximação chega às maquininhas como uma alternativa ao cartão contactless, usando o mesmo QR code ou a tecnologia NFC do celular. Já o chamado “Pix parcelado” não é um parcelamento do Banco Central: é um produto de crédito oferecido por bancos e instituições de pagamento em cima de uma transação Pix, com juros definidos por cada instituição.

Para o lojista, o ponto prático é: cada uma dessas variações do Pix pode ter uma taxa diferente da transferência simples. Antes de habilitar Pix parcelado ou automático no seu PDV, vale confirmar com o seu banco ou adquirente qual taxa se aplica a cada modalidade.

Comparativo: custo, prazo e risco de cada forma de pagamento

A tabela abaixo reúne as faixas de custo praticadas no mercado em 2026 para cada forma de pagamento. Como a taxa da maquininha varia por adquirente, plano contratado, bandeira e volume de vendas, use os percentuais como referência e confirme os valores exatos no seu contrato.

Forma de pagamento Custo médio para o lojista Prazo de recebimento Risco de calote Exige equipamento Melhor para
Dinheiro Sem taxa (custo indireto de manuseio e segurança) Imediato Baixo Não Vendas rápidas e tickets baixos
Pix Baixo, entre 0% e 1% (confirme com seu banco ou adquirente) Imediato Baixo Não (QR code ou chave) Qualquer perfil de loja
Cartão de débito Baixo, entre 1% e 2% (confirme com sua adquirente) Em torno de 1 dia útil Baixo Sim (maquininha) Vendas do dia a dia
Cartão de crédito à vista Médio, entre 3% e 5% (confirme com sua adquirente) Em torno de 30 dias, ou na hora com antecipação e taxa adicional Baixo (garantido pela operadora) Sim (maquininha) Tickets médios e altos
Cartão de crédito parcelado Alto, varia bastante conforme o número de parcelas e a antecipação (confirme com sua adquirente) Parcela a parcela, ao longo de meses, ou na hora com antecipação Baixo (garantido pela operadora) Sim (maquininha) Tickets altos
Boleto bancário Baixo, tarifa fixa por boleto emitido (consulte seu banco) Até 3 dias úteis após o pagamento Médio (o cliente pode não pagar) Não Vendas a prazo e serviços recorrentes
Crediário próprio Sem taxa de adquirente, mas exige capital de giro Parcela a parcela, definido pela loja Alto (risco assumido pela loja) Não Público com restrição de crédito
Vale-alimentação/refeição Taxa cobrada pela operadora do vale (consulte a operadora) Varia conforme a operadora Baixo Sim (maquininha compatível) Lojas do segmento alimentício
Cheque Sem taxa direta, mas risco de não compensação Prazo de compensação do banco Alto Não Uso pontual, pouco comum hoje
Link de pagamento Semelhante à taxa do meio escolhido no link (consulte o provedor) Conforme o meio de pagamento escolhido Baixo Não (usa smartphone ou computador) Vendas por redes sociais e WhatsApp

Quanto cada forma de pagamento realmente custa: simulação de uma venda de R$ 200

Para visualizar o impacto das taxas no caixa, veja uma simulação de quanto o lojista recebe líquido em uma venda de R$ 200,00, usando as faixas de taxa praticadas no mercado em 2026:

  • Dinheiro: R$ 200,00 líquidos, sem taxa, mas com custo indireto de manuseio e guarda em caixa.
  • Pix: entre R$ 198,00 e R$ 200,00 líquidos, taxa de 0% a 1%.
  • Débito: entre R$ 196,00 e R$ 198,00 líquidos, taxa de 1% a 2%.
  • Crédito à vista: entre R$ 190,00 e R$ 194,00 líquidos, taxa de 3% a 5%.
  • Crédito parcelado em 6x com antecipação: o valor líquido pode ficar bem abaixo disso, porque a taxa cresce com o número de parcelas e com a antecipação automática dos recebíveis.

Esses percentuais são faixas praticadas por diferentes adquirentes em 2026, não a taxa de uma maquininha específica. Elas variam por adquirente, plano contratado, bandeira e volume de vendas, então confirme sempre a taxa exata no contrato da sua maquininha antes de usar esses números para precificar. Se a taxa que você paga hoje está no topo dessas faixas, vale rever o contrato: veja como negociar a taxa da maquininha e aumentar sua margem.

Crediário próprio: quando vale a pena financiar o cliente

O crediário próprio é a loja financiando a compra diretamente, sem passar pela maquininha ou pelo banco. Faz sentido quando o público tem restrição de crédito ou limite baixo no cartão, e quando a loja tem capital de giro suficiente para bancar o financiamento sem comprometer o caixa.

A vantagem é dupla: elimina a taxa da adquirente e traz o cliente de volta à loja todo mês para pagar a parcela, o que cria uma nova oportunidade de venda a cada visita. A contrapartida é o risco de inadimplência, que exige uma análise de crédito na entrada e uma régua de cobrança disciplinada. Na prática, o ideal é oferecer crediário como complemento ao cartão, não como substituto.

Vale-alimentação e vale-refeição: sua loja pode aceitar?

Lojas do segmento de alimentação, como mercados, padarias e restaurantes, podem credenciar-se junto às operadoras de vale-alimentação e vale-refeição para aceitar esses cartões como forma de pagamento. O credenciamento é feito diretamente com cada operadora (ou por meio da adquirente que trabalha com sua maquininha), e cada uma cobra sua própria taxa sobre as transações, que deve ser confirmada com a operadora escolhida.

Vale lembrar que vale-alimentação e vale-refeição têm finalidades diferentes por lei, então nem todo estabelecimento pode aceitar os dois: isso depende do enquadramento da loja junto às operadoras.

Posso dar desconto no Pix e cobrar mais no cartão?

Sim. A Lei 13.455/2017 autorizou expressamente a diferenciação de preço por prazo e por meio de pagamento. A exigência da lei é a transparência: o preço diferenciado precisa estar informado de forma clara e ostensiva ao consumidor, na vitrine, na etiqueta ou em cartaz visível, antes da compra. O que não pode é surpreender o cliente com o acréscimo só na hora de fechar a venda, o que configura prática abusiva pelo Código de Defesa do Consumidor. Esta é uma informação geral sobre a legislação, não uma orientação jurídica; para aplicar a diferenciação de preço no seu negócio, vale confirmar os detalhes com um contador ou advogado.

Como integrar as formas de pagamento ao PDV com TEF

O TEF (Transferência Eletrônica de Fundos) conecta a maquininha diretamente ao PDV, para que o valor da venda vá do sistema para o cartão sem que o operador precise digitar o total manualmente na maquininha. Isso reduz erros de digitação, agiliza o caixa e permite que a nota fiscal seja emitida automaticamente junto com a cobrança, o que também facilita a conferência entre o que foi vendido e o que foi recebido no fechamento do caixa.

Ao integrar as diferentes formas de pagamento (débito, crédito, Pix e vale-alimentação) em um único PDV com TEF, o lojista ganha uma conciliação financeira mais simples, já que todas as transações ficam registradas no mesmo sistema, em vez de espalhadas entre a maquininha, o aplicativo do Pix e o comprovante de cada operadora de vale.

Afinal, qual a melhor alternativa para minha loja?

Para escolher o melhor método para a sua loja, avalie como é o seu processo de recebimento atual e opte pelo modelo considerando, principalmente, essas 3 variáveis:

1 – Como será a experiência de compra para o cliente?

2 – Há otimização do tempo e do desempenho da sua equipe?

3 – Como vai impactar na organização das atividades financeiras da sua loja?

Avalie a melhor alternativa para o seu negócio e surpreenda seu público!

E lembre-se: uma diversidade maior de meios de pagamento pode ser o diferencial que faz o cliente escolher você em vez do concorrente.

Perguntas frequentes sobre formas de pagamento para loja

Quais são as formas de pagamento que uma loja pode oferecer?

As principais são: dinheiro, Pix, cartão de débito, cartão de crédito à vista, cartão de crédito parcelado, pagamento por aproximação, link de pagamento, boleto bancário, crediário próprio da loja e, em segmentos de alimentação, vale-alimentação e vale-refeição. Nenhuma loja precisa de todas; a combinação certa depende do ticket médio e do público. Ticket alto exige parcelamento; ticket baixo e giro rápido vive de Pix e débito.

Qual a forma de pagamento mais barata para o lojista?

Pix e dinheiro. O Pix tem custo por transação muito baixo (em muitos casos zero para pessoa física e taxa pequena para PJ), liquidação imediata e nenhum equipamento necessário. O dinheiro não tem taxa, mas tem custo indireto de manuseio, troco, risco de erro de caixa e de segurança. Na outra ponta, o crédito parcelado é o mais caro, porque soma a taxa da bandeira ao custo de antecipação de recebíveis.

Posso dar desconto para quem paga no Pix ou no dinheiro?

Sim. A Lei 13.455/2017 autorizou expressamente a diferenciação de preço por meio de pagamento e por prazo. O que a lei exige é transparência: o preço diferenciado precisa estar informado de forma clara e ostensiva ao consumidor, na vitrine, na etiqueta ou em cartaz visível. O que não pode é surpreender o cliente com o acréscimo só na hora de pagar. Isso configura prática abusiva pelo Código de Defesa do Consumidor.

Vale a pena oferecer crediário próprio na loja?

Vale quando o público tem restrição de crédito ou limite baixo no cartão, e quando a loja tem capital de giro para bancar o financiamento. A vantagem é dupla: elimina a taxa da adquirente e traz o cliente de volta à loja todo mês para pagar a parcela, criando oportunidade de nova venda. A contrapartida é o risco de inadimplência, que exige análise de crédito na entrada e régua de cobrança disciplinada. O ideal é oferecer crediário e cartão em paralelo, não um no lugar do outro.

Quanto tempo demora para receber o dinheiro de cada forma de pagamento?

O Pix cai na hora. O dinheiro é imediato. O débito costuma cair em 1 dia útil. O crédito à vista, em torno de 30 dias, e o parcelado é liberado parcela a parcela, mês a mês; a última pode levar meses para entrar. É por isso que muita loja lucrativa quebra por caixa: vende bem no parcelado e não tem dinheiro para repor estoque. Antecipar recebíveis resolve o caixa, mas custa taxa adicional e corrói a margem.

Preciso emitir nota fiscal em todas as formas de pagamento?

Sim. A obrigação de emitir documento fiscal decorre da venda, não do meio de pagamento: vale para dinheiro, Pix, cartão e crediário. O comprovante da maquininha não substitui a NFC-e. E como as adquirentes e instituições de pagamento informam ao fisco tudo que cada CNPJ recebe, a divergência entre o valor transacionado e o valor declarado é identificada automaticamente. Um PDV com TEF integrado resolve isso emitindo a nota junto com a cobrança, sem depender da memória do operador.

 

Quer ainda mais conteúdo Hiper?

Assine nossa newsletter mensal.